sábado, 6 de julho de 2013

Momento Indefinível

A gente escuta a frase "faça o que te faz feliz" sem saber o que é felicidade...

Olhamos pra trás e vemos que está perdida!

Junto perdidos...

A procura

Algo mudou...

A felicidade também?

Virá outra?

Terei de esperar?

Vida de dúvidas ao mesmo tempo de 
quase-certezas...

Sem amor, paz e felicidade, sentimento vazio, quase um de não sentimentos...

Mas claro, estamos falando dos não desejáveis, evitáveis de nossa existência mas de grande sabedoria!

Num mundo de incertezas, medos e arrependimentos, encontramo-nos aqui sentados, escrevendo, lendo e tentando ao máximo descrever o que se passa, mas um insucesso, sabemos que é vago, incompreensível tanto a mim quando a vocês...

Há algo além...do entendimento, da certeza, do "falável", identificável...

Enquanto isso escrevo o que me é cognoscível no momento.


(Renan Vinícius Gnatkowski)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A história de Amor e Solidão


     Aquela linda ave que sempre foi livre,  nunca precisou de ninguém ao seu lado,  nunca teve amor e companhia,  mas mesmo assim nunca sentiu falta,  pois sempre foi acostumada a viver só de um modo independente de tudo,  encarando friamente seu dia a dia.  Essa ave era triste e não sabia.  O nome dela era Solidão.
    
    Um certo dia ela encontrou outra ave, chamada Amor, ora, foi um espanto, esta, era completamente diferente no seu modo de voar, seu modo de cantar, olhar e principalmente o modo de encarar a vida. Como era de se esperar, Solidão, não foi falar com a bela ave, o orgulho sempre esteve presente. Portanto Amor foi quem veio.

    Logo na primeira conversa,  Solidão foi falando tudo o que pensava,  sem parar,  palavras sendo ditas como um metralhadora ao ar livre,  palavras insignificantes que dizem nada com nada,  sem sentido,  sem emoção,  sem valor algum,  sem entendimento até para quem diz.  Amor se manteve calada,  ouvindo atenciosamente mesmo que tudo aquilo seja falado da boca pra fora.  

Em um instante de silêncio, Amor perguntou a Solidão: Você é feliz?
    
    Solidão que tudo respondia, a esta pergunta permaneceu em silêncio.  Não sabia responder, nunca havia se questionado quanto a isso, tinha seu próprio ponto de vista, enxergava a vida assim,  como sempre foi e sempre vai ser,  não há como mudar.

   Então, Amor contou-lhe sobre sua vida, falou das emoções, da felicidade, dos sonhos, conquistas assim como da tristeza, orgulho, maldade e sofrimento.  Solidão achou tudo aquilo uma besteira, uma tremenda perca de tempo,  e em minutos depois os dois começaram a discutir.  Dois pontos de vista diferentes,  duas aves num mesmo habitat,  mas   com histórias e maneiras de agir e pensar opostas.

    Amor por mais inteligente, grandioso que pareça até aqui,  não era perfeito,  não era um bom modo de ser uma ave (e não existe um modo certo de ser),  como todos nós imperfeitos e “incompletos”.  Amor apesar de dar valor a quem é, a sentimentos,  ao respeito com o outro, tinha um defeito enorme era muito dependente e inseguro, sentia tanta falta da outra pessoa como se ela fosse uma parte de seu corpo que minutos longe estaria morrendo, não conseguia ficar só, coisa muito diferente de Solidão,  assim como Solidão não conseguia ficar com alguém.  Eram opostos, totalmente diferentes, Solidão sem saber que os seus maiores defeitos era um pouco do que faltava em Amor (aprender a ter momentos sozinhos). E Amor com suas tantas qualidades tinha o que faltava em Solidão (aprender a viver com o outro e saber o que é a felicidade).
    Com o tempo, Solidão começou a refletir melhor o que Amor falava, e Amor fez o mesmo.  Cada um procurou pensar em si e ver o que poderia melhorar, e o que menos se esperava, aconteceu, eles formaram um casal.  Mesmo com suas diferenças, suas implicâncias, aprenderam a conviver juntos, havendo o amor, sentimento de entrega mútua, respeito, felicidade, valor ao que cada um representa na vida do outro, e solidão no sentido de que  cada um precisa de seu momento, cada um é diferente, as vezes precisa ficar só, é “completo” e a sua felicidade não depende necessariamente do outro, mas, que é com o outro que transbordamos esta felicidade, aprendemos a ser nós e eu ao mesmo tempo, aprendemos a compartilhar momentos, a entender outro ponto de vista, lutar para dar certo, entregar-se a um sentimento profundo e gigante mas também saber que terá que encarar a tristeza, dor e dificuldade pelo caminho. Tudo faz parte da vida, tristeza, felicidade, dor, prazer... só temos que saber conviver, aceitar, aguentar e melhorar.

    Será que Amor e Solidão viveram felizes para sempre? 
    Será que estão juntos até hoje?
   Bom,  eles podem nem ter ficado mais de um mês junto.   Ou então podem ter vivido um bom tempo feliz, por um tempo deu certo, mas teve que acabar, não era pra ser.  Ou então, eles estão até hoje um ao lado do outro, lutando para dar certo, convivendo cada um com os defeitos e qualidades do outro, passando pelas dificuldades, sofrendo também as vezes, porque não?  Mas ainda há aquele sentimento de felicidade muito forte, amor mútuo que os une num laço, que é difícil de ser desfeito, pois um necessita da companhia do outro e não pensa em outro alguém para estar ao lado.
(Renan Vinícius Gnatkowski)

domingo, 7 de outubro de 2012

And then is it?


   E o que eu faço com o amor que eu sinto por você?
   Onde eu guardo a lembrança de seu olhar que brilhava ao me ver?
   Seu sorriso tímido junto com seus olhos quase fechando? 
 O que eu faço com as tantas coisas que você me disse? 
Até aquelas as quais eu duvidei, fui um chato em discutir, aquelas que eu sabia que você tinha razão, mas duvidava... E aquelas então que você não tinha razão, mas era tão lindo, pois, era acompanhado de sua inquietude, tentando esconder a irritação pra gente não brigar...

   O que dizer de suas manias? Melhor, o que fazer pra esquecer suas manias? 
   A teimosia sempre presente, uma pessoa mais teimosa que eu, vai entender, eu sinto falta...
   Nosso tempo junto foi curto em comparação ao que podia ter sido.
   Tive tanto medo de te perder, que acabei de perdendo justamente por isso...
   Resumiria a relação entre o doce e o amargo. Uma combinação perfeita.
   Houve amor, sim...
  Mas o amor é suficiente? Vejo que não... Sempre é preciso mais, e esse algo a mais não chegou a tempo e a nossa relação acabou terminando.
  Agora estou aqui expondo meus sentimentos, tentando direcioná-lo para algum lugar já que é “impossível” ele ir até você.
  No momento encontro só esse modo de descarregá-lo. Um dia acho que ele acaba, quem sabe a cada texto que escrevo, a cada palavra que digo sobre você, a cada pensamento que tento ignorar, a cada dia que passo na rua que espero te encontrar e as pequenas coisas que me lembram você vão passando aos poucos... É isso que quer? Tem certeza?
  Bom, não é minha intenção exigir uma resposta... Mesmo eu já sabendo ela, pois você cansou de me dar ela, não?
  Acho que o texto acaba por aqui, como tudo na vida acaba. Mas acaba sempre deixando marcas, até quando morremos. Como a marca de nossa presença que fica nas pessoas que amamos.


(Renan Vinícius Gnatkowski)

sábado, 6 de outubro de 2012

Sentir saudade dói


Sentir saudade de quem não há nenhuma possibilidade de estar junto dói mais ainda.
Sentir saudade pensando nas coisas boas.
Sentir pena das coisas que foram feitas erradas e dor por não ter como consertá-las.
Já  esqueci de quantas vezes me perguntei, será que podemos voltar? O que nos impede? 
Porque eu ainda sinto?
        
         Pra não me direcionar para um lado só, saudade é boa, sim é...  Mas, quando temos 
a possibilidade de ter junto este alguém.  Sentir saudade dos momentos bons e saber que isso pode acontecer mais e mais vezes e ainda ser melhor do que o esperado...

Mas, algumas coisas são interrompidas no meio do caminho.

       Sabe aquele trajeto que você construiu e achou que um dia ia realizar com este alguém? Hoje sobraram só saudades e o sentimento sufocado aqui dentro sem poder sair.
  E nisso vamos levando, fugindo dessas coisas mais e mais a cada dia, acreditando que vamos superar e esquecer parcialmente. Vamos seguindo acreditando no amanhã e suas incertezas, obstáculos, surpresas e no eterno surpreender.
   Sentimento faz parte na ligação com uma pessoa, o afastamento depois faz parte, é um risco, seres humanos são diferentes, e a cada dia percebo que o jeito mais errado é querer encontrar alguém igual, idêntico a você, estamos aí para encontrar alguém com uma boa companhia, que seja com suas loucurinhas, com suas “piras”, com seus gostos, mas que no fundo haja amor, respeito, compreensão e uma relação de um melhorar, aprender e viver bem com o outro.

(Renan Vinícius Gnatkowski)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Felizes ou Tristes, a Vida Continua...


"Em um mundo de mentiras dizer a verdade é um ato revolucionário."
A cada dia percebo mais que essa frase faz sentido. Dizer a verdade não é pra qualquer um, às vezes é tão fácil viver na mentira. Mas qual o sentido de fazer isso? Que tipo de pessoa a gente vai se tornar? 
Mesmo que doa, a gente sofra, falar a verdade pode ser bem mais gratificante, mais vivo, do que viver sempre num mundinho que não nos pertence ou que não é realmente nosso. Eu sei que a gente corre o risco de perder pessoas, ser julgado e maltratado, mas enfim, a vida é isso, não? Nunca foi fácil, e nem será. Mas o importante é estarmos bem consigo mesmos, e perceber que no meio disso tudo há quem te apoie e te entenda, e por mais que a reação das pessoas num primeiro momento seja amedrontador, incompreensível, o tempo vai acalmando e colocando as coisas nos eixos, pode até ser que nada seja como antes, ou que volte como era ou tudo mude e seja bem melhor agora. Mas a incerteza faz parte da vida, viver o momento, tomar decisões e enfrentá-las é preciso de muita coragem, e no meio disso tudo percebemos que temos sim essa coragem, força... para coisas que nunca imaginaríamos.

Claro, ser forte sempre não é possível, chegarão momentos onde vamos desabar, mas isso faz parte, não nascemos para sermos sempre sempre fortes, viemos a esse mundo, sem saber o porquê, mas que com o passar dos dias, vamos percebendo o nosso eixo, onde queremos ou devemos estar, tendo a felicidade de ser quem somos e a tristeza de não podermos ser quem querem que sejamos. Entram aí, as pessoas que nos amam apesar de tudo e isso é o que realmente importa.
Dizer a verdade é colocar tudo em risco, nossos sonhos, nossa vida, nosso porto até então seguro, nosso relacionamento com as pessoas, a nossa imagem perante todos, mesmo que ela nunca seja como realmente a gente é...
Outra coisa que aprendi durante esses dias, é que lutar por nossos direitos, os verdadeiros, vai fazer as pessoas de fora nos chamarem de loucos, infantis e sem respeito, esquecendo que na vida sempre temos que lutar pelas coisas, "nada está seguro". E se as pessoas de fora não percebem, nós que percebemos a tempo temos que lutar, antes que isso morra e o pior aconteça.
         O Estranho é pensar que tudo está bem, todos estão certos e há só um modo correto de se viver e pensar. Essa é a nossa sociedade, nosso mundo, ter uma visão das coisas parece algo tão compreensível, é tão difícil olhar um pouco além? Não colocar coisas, pensamentos, ideologias acima de pessoas? Devemos sempre pensar em entender o próximo, que nós poderíamos estar em seu lugar, viemos para amarmos uns aos outros, respeito é algo digno de um bom ser humano, solidariedade e compreensão levariam tudo a um melhor modo de viver.
        Passam-se os dias e aprendo muita coisa, tanto sobre mim, como sobre as pessoas a minha volta, como na sociedade como um todo. Às vezes, bate a tristeza de pensar que as coisas são assim, nos sentimos deslocados desse ambiente, quase que impossibilitados de mudar tanta coisa, mas mesmo assim não desistimos. A cada dia de nossas vidas, aprendemos mais sobre o mundo, as grandes maravilhas como as piores e mais negativas experiências. A nossa volta há mais maldade do que imaginávamos, mas há quase sempre também o amor e compreensão.
Escrevo minhas ultimas palavras neste texto, sinceramente pela primeira vez, não sabendo como terminá-lo, pois ele não tem um fim, é um pensamento a ser moldado todo dia, trazendo novas experiências de vida, mostrando a incerteza do que há por vir e os vários momentos de felicidade, orgulho, superação, tristeza, derrota e sofrimento.

 (Renan Vinícius Gnatkowski)

sábado, 2 de junho de 2012

100 sentido(s)


Andando numa estradinha, passando por pedrinhas e mais pedrinhas tão minúsculas que nem nos damos conta de sua presença neste caminho. Continuando, vamos encontrando mais pedras ao nosso lado, mas estas são diferentes, são bem maiores, umas até nos fazem sombra, mas não nos afetam diretamente. Ora, por que nos preocupar com isso? Não está nos fazendo mal...
Seguindo caminho, essas tantas pedras ao lado não desaparecem, e começam a aparecer na nossa caminhada outras, mas estas não tão pequenas como as de antes, tomam uma dimensão um pouco maior, mas hora... Ainda não nos afetam, podemos passar por elas, erguer um pé e outro e passar por cima, somos maiores, isso não vai nos prejudicar.
Com mais tempo de caminhada, andando e andando, passando por diversos lugares, conhecendo inúmeras coisas, logo percebemos que no decorrer do caminho as pedras vão se tornando maiores, chega um ponto em que não é possível mais passar por cima, não basta apenas erguer os pés, mas ainda há alternativas, desviá-las ou ainda empurrar, levaria um pouco mais de esforço, mas, conseguiríamos continuar a caminhada.
Seguindo, logo vai dificultando-se a jornada. Até chegar um ponto onde tudo o que se fez lá atrás não adianta mais, não dá para passar por cima, não dá para empurrar para o lado, desviar. Um paredão como se as pedras que no começo estavam do nosso lado fazendo algumas vezes sombra entrassem no nosso caminho. Estamos presos pelo lado e pela frente, voltar não dá mais, o que já passamos não é possível retornar, é um caminho fragmentado e sem volta.
O que iremos fazer? Enfrentar essas pedras e destruí-las com todas as nossas forças? Sentar e esperar, sofrer por não poder fazer nada? Tentar subi-las, com possibilidade de cair e se machucar não podendo agarrar em nada, deslizar pelas dificuldades, procurar um ponto de apoio, e se não houver? Esperar um terremoto, uma explosão, para destruí-las? Mas a gente no meio disso tudo vai aguentar esses eventos, esperando que a pedra não aguente e se desfaça, e aí o caminho estar aberto? Será que é melhor sentarmos e esperar o tempo dar uma solução? A chuva aparecer, um dia forte outro dia fraco, a garoa, logo após o sol, o vento e a chuva novamente, o que vamos fazer enquanto isso? Continuarmos parados? Em que mundo estamos? 
O que faz uma pedra ao nosso lado e na nossa frente? Por que na verdade estamos sozinhos? Por que não podemos voltar? Por que não aparece alguém? Por que? Eu não queria estar aqui, por que estou? Deixa eu sair, eu prosseguir, me dá uma ajuda, mas se estou sozinho a quem peço? É eu, é só isso? Eu e dificuldades, eu e o tempo, eu e meus pensamentos e sentimentos, eu, eu, eu, eu... e mais “alguém ou alguéns” me afetando diretamente que nem sei onde está e por que está, se é que existem. Onde é isso?

(Renan Vinícius Gnatkowski)

sexta-feira, 9 de março de 2012

E Hoje o Blog completa 1 Ano...õ/

Quem diria que levaria tão adiante esse blog, não por tratá-lo como algo qualquer, pelo contrário, representa muito pra mim, é parte de meu ser, são minhas palavras... Mas é que ele começou de um modo muito intenso, com textos tão profundos, que achava que não conseguiria escrever tanto, ou propriamente gostar e ter coragem de postar novos textos. E veja só, são 43 textos junto com esse, e a cada novo, foi uma parte de minha história descrita aqui, momentos de intensa dor, solidão, saudade, humilhação, amor, ódio, felicidade e por aí vai...
Confesso que serviu também como uma terapia, quantas vezes eu me prender durante a madrugada a escrever para calar meus pensamentos e vir e escolher o modo quase perfeito de colocar os textos...
O que mais motiva a escrever e postar textos no blog são as pessoas que lêem e sempre vêm me falar algo, algumas um tanto impressionadas, me perguntando se fui eu que escrevi aquilo, ou identificando-se com tal texto, muitos também nem preferem falar nada, mas entram aqui e sempre estão lendo... Obrigado!
Uma das certezas é o aprendizado, é bom olhar pra trás, digo olhar meus primeiros textos, e pensar, ‘Puxa...Eu pensava assim, estava vivendo um momento difícil e único.’ E o mais gratificante foi que aquilo é coisa superada já...
Hoje dia 10 de Março de 2012, 1 ano de blog, 55 grandes seguidores, 4.442 visitantes e um orgulho aqui dentro de poder escrever e saber que existem pessoas que dão valor a coisas simples e palavras vindas do coração...
        Que venham muitos e muitos anos com o blog sendo atualizado, novos leitores apareçam e o melhor que ele sirva para tocar os corações desse coração desfeito em palavras...
Obrigado! 
 Renan Vinícius Gnatkowski